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«Desde a Grande Vitória do Vale dos Três Rios, os humanos podem respirar de alívio: a grande raça dos minotauros foi banida para sempre da face da Terra e vivem-se épocas de paz. No entanto, muito do que aconteceu nesse momento decisivo perdeu-se na memória dos tempos, e agora há quem aparentemente esteja interessado em descobrir se as velhas profecias e lendas serão mesmo verdade. Estará a raça dos minotauros mesmo extinta? Existirá mesmo o Labirinto da Aliança, de onde sairá aquele destinado a unir e liderar ambas as raças? Uma aventura emocionante repleta de acção, segredos, traições e reviravoltas surpreendentes que deixará rendidos os fãs do género.» Eis a sinopse de Minotauro - A Batalha do Labirinto, de Gabriel García de Oro, mais um livro de fantástico espanhol da Presença
O Atelier Escrit'orio Editora e o Tecnofantasia.com têm para oferecer dois exemplares do recente Brinca Comigo! E Outras Estórias Fantásticas com Brinquedos, colectânea que reúne contos inéditos de João Barreiros, João Ventura, David Soares e Luís Filipe Silva. Os brinquedos são objectos de prazer, fascínio e terror para as crianças desde o início dos tempos, e por vezes esse fascinio e terror invadem a vida adulta, tornando-nos em coleccionadores incansáveis e povoando pesadelos. Os quatro contos deste livro exploram, até certo ponto, a existência autónoma dos brinquedos e de como influenciam o nosso percurso.
Para ser o feliz vencedor deste passatempo, apenas lhe pedimos que conte uma história, em 200 palavras ou menos, sobre o brinquedo mais marcante da sua vida. Explique porque o considera marcante, recorde (ou invente) uma situação peculiar, que fez destacá-lo de todos os outros brinquedos. Mas atenção: a história tem de ser contada do ponto de vista do brinquedo!
Envie as participações para o email indicado no canto superior direito desta página até dia 7 de Fevereiro. As duas participações mais interessantes serão galardoadas e publicadas nestas páginas.
A Liga da Chave Dourada de Michael Chambon é na verdade a reedição de As Espantosas Aventuras de Kavalier & Clay com que a Gradiva nos tinha presenteado no início da década. Livro a redescobrir, sem dúvida, com uma capa mais apelativa, uma fabulosa obra sobre os tempos da pulp fiction pelas mãos de um autor galardoado. De acordo com a editora: «um exuberante triunfo da linguagem e da imaginação, um belíssimo romance no qual as aventuras tragicómicas de dois jovens génios revelam muito do que aconteceu à América em meados do século XX. À semelhança de American Pastoral, de Phillip Roth, e Underworld, de Don DeLillo, As Espantosas Aventuras de Kavalier & Clay é um romance de dimensão épica que abarca diferentes épocas e continentes, uma verdadeira obra-prima assinada por um dos mais talentosos ficcionistas americanos da actualidade. Estamos em Nova Iorque em 1939. Joe Kavalier, jovem artista versado na arte da evasão houdiniesca, acaba de realizar a sua maior façanha até ao momento: escapar clandestinamente da Praga ocupada pelos nazis. Está determinado a fazer fortuna para poder trazer a família para a liberdade. O primo, um rapaz de Brooklyn chamado Sammy Clay, procura um colaborador para criar os heróis, histórias e desenhos da última novidade a atingir o mundo de sonhos americano: as revistas de quadradinhos. Com as suas fantasias, medos e sonhos, Joe e Sammy tecem a lenda desse herói inesquecível – o Escapista. E, inspirados pela bela e esquiva Rosa Saks, uma mulher que ficará ligada a ambos por poderosos laços de desejo, amor e vergonha, criam a sobrenatural Senhora da Noite, Luna. Enquanto a sombra de Hitler se estende sobre a Europa e o mundo, a idade de ouro da banda desenhada começa. O brilhante talento literário (..) tem levado alguns críticos a compararem Michael Chabon a Nabokov.»
Possuidor de uma pujança narrativa e ímpeto de escrita, David Soares vem-nos presenteando, ano após ano, com obras que se encontram a re-escrever imaginários e mitos nacionais de acordo com a tradição do Fantástico. Talvez por esse motivo lhe tenha também sido atribuída uma rara honra, a da reedição de uma das suas obras, numa época de lançamentos efémeros e procura pela next best thing. A Conspiração dos Antepassados surge com cara lavada e introdução de António de Macedo, a antecipar o próximo romance de Soares, O Evangelho do Enforcado. De acordo com a Saída de Emergência: «Na tradição dos melhores thrillers, David Soares convida-nos a espreitar debaixo do véu e a vislumbrar a mais assustadora conspiração da História: um livro assinado por Francisco d'Ollanda, o maior artista português do Renascimento, é cobiçado por uma seita disposta a tudo para o obter. Que terrível segredo terá nas suas páginas para justificar tanto sangue? Fernando Pessoa é convidado por Aleister Crowley, o mágico inglês, a entrar numa aventura cheia de mistério e suspense para descobrir esse segredo que, afinal, talvez tenha a ver com D. Sebastião, e a verdadeira razão porque os portugueses foram derrotados em Alcácer-Quibir. Do exotismo da Tunísia às ruelas húmidas de Londres, das mandíbulas da Boca do Inferno ao coração da Quinta da Regaleira, "A Conspiração dos Antepassados" é uma viagem inesquecível. Misturando verdade, lenda e magia, David Soares apresenta-nos algo nunca visto na literatura portuguesa: um romance cuja meticulosa pesquisa vai agradar aos estudiosos de Fernando Pessoa, e cuja energia e emoção vai encantar os fãs de uma grande aventura.»
Para onde quer que estes pobres adolescentes se virem, são vampiros por todo o lado. Conseguirão escapar às agruras daquela fase da vida e atingir a maioridade? Charlaine Harris, cuja presença agraciará o nosso país no próximo mês, tece mais um capítulo desta sua história, baseada em anos e anos de pesquisas bibliográficas e entrevistas com vítimas reais. Inteligente a sua alteração subtil de época para ocultar o nome das testemunhas. Prossiga esta investigação policial em forma ficcionada no assombroso Sangue Oculto, pela Saída de Emergência: «Sookie terminou a sua relação com Bill após considerar que ele a traiu. Um dia, quando sai do trabalho para casa, depara-se com um vampiro nu e desorientado. Rapidamente ela percebe que ele não tem a mínima ideia de quem é nem para onde vai, mas Sookie sabe: ele é Eric e parece tão assustador e sexy - e morto - como no dia em que o conheceu. Mas agora como Eric está com amnésia, torna-se doce e vulnerável, e necessita da ajuda de Sookie - porque seja quem for que lhe tirou a memória, agora quer tirar-lhe a vida. A investigação de Sookie leva-a a uma batalha perigosa entre bruxas, vampiros e lobisomens. Mas pode existir um perigo ou ameaça ainda maior - ao coração de Sookie, porque estando Eric mais gentil e mais doce... é muito difícil resistir.»
A Saga do Assassino marcou o renascimento de Megan Lindholm como Robin Hobb, e sob este pseudónimo assinou uma história emocionante antes de George R. R. Martin ter publicado a primeira página da sua Guerra de Tronos. A Saída de Emergência presenteia-nos com mais um volume, o quarto, intitulado A Vingança do Assassino. «FitzCavalaria renasce dos mortos graças à magia desprezada da Manha, mas a sua fuga das garras da morte deixou-o mais selvagem do que humano. Os seus velhos amigos têm que ensiná-lo a ser um homem de novo, e depois deixá-lo escolher o seu próprio destino. Incapaz de esquecer a tortura a que foi submetido às mãos do príncipe usurpador, Fitz planeia vingança enquanto recupera a sua alma e sanidade. Até ao momento em que o seu verdadeiro rei o chama para o servir numa missão misteriosa com consequências inimagináveis. Numa terra arruinada pela ganância e crueldade onde Fitz se tornou uma lenda temida, ele fará tudo para restaurar a verdadeira regência nos Seis Ducados. Mas primeiro terá que escapar dos seus inimigos que lhe movem uma perseguição sem quartel...»
Publicação de A Escolhida de P. C. Cast e Kristin Cast. Segundo a Saída de Emergência: «Forças tenebrosas dominam a Casa da Noite, onde as aventuras de Zoey Redbird tomam um caminho inesperado. Aqueles que aparentam ser amigos afinal revelam-se inimigos. E estranhamente, inimigos oferecem-lhe amizade. Assim inicia-se o terceiro volume desta série viciante onde a força de Zoey será testada como nunca antes. A sua melhor amiga, Stevie Ray, julgada morta, esforça-se por manter a sua humanidade. Zoey não sabe como ajudá-la, mas sabe que tudo o que fizer tem que ser mantido secreto na Casa da Noite. Como se não bastasse, Zoey encontra-se na rara e difícil posição de ter três namorados. E quando julgava que a sua vida não podia ser mais caótica, vampyros são encontrados mortos. Realmente mortos. Aparentemente, o Povo da Fé cansou-se de viver lado a lado com vampyros. Mas, como Zoey e os seus amigos irão descobrir, as aparências raramente reflectem a verdade...» Série juvenil com vampiros. Perdão, vampyros.
Um autor mede-se (também) pelo nível das influências e pelo arrojo dos empreendimentos. Ursula Le Guin, na sua mais recente obra publicada em português, recupera para o género feminino uma história sempre muito contada de homens e as suas façanhas militares (e contudo, ela, a comedida Lavínia, causa de guerra) - ela, a comedia Lavínia, filha de Latino, mulher de Eneias, a quem Virgílio dedicou um poema épico (mas não especificamente a Lavínia). Le Guin corrige a injustiça e em Lavínia a mulher do herói conta o épico da sua perspectiva. Se há fantástico nesta história é pela existência de deuses e homens em comunhão, ou seja, é uma forma antiga de fantástico, suavizada pela aceitação moderna de que os deuses são acessíveis como os homens e os homens complexos como os deuses. E pela outra aceitação, de que é legítimo revisitar os velhos mitos, as histórias há muito contadas - uma forma de justiça para os personagens de um romance, pois a cada um caberá, à vez, uma voz individual. Da Editorial Presença e desta feita inserida na colecção Grandes Obras, o que talvez seja mais correcto.
A ideia, para livro juvenil, não é má: os deuses do Olimpo grego existem e estão furiosos com um adolescente dos nossos tempos. Admitimos que teria sido um pouco mais interessante, ainda assim, tornar o adolescente grego e pertencente à época antiga, não por considerarmos a inclusão de mitologia passada neste século um anacronismo dispensável (dos anacronismos vivem os melhores romances, desde que bem explorados), mas porque o público leitor, ou seja, adolescentes do nosso tempo, teriam tido oportunidade de aprender que tipo de vida um adolescente dessa época teria - e no processo conseguirem apreciar que o conforto civilizacional de que gozam hoje foi arduamente conseguido. Perante a reprovação instituída da falta de cultura da juventude de hoje, é impressionante como não se apresentam perspectivas mais abrangente nestes veículos de ficção. Com estes comentários em mente, que em nada se relacionam com o livro tal como é mas com o que poderia ter sido, fica a promoção da editora sobre Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo, de Rick Riordan, da Casa das Letras. «Percy Jackson está prestes a ser expulso do colégio interno… novamente. E esse é o menor dos seus problemas. Ultimamente, criaturas fantásticas e os deuses do Olimpo parecem estar a sair das páginas do seu livro de mitologia para entrarem na sua vida. E o pior de tudo é que ele parece ter enfurecido alguns deles. O raio-mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito. Agora, Percy e os seus amigos têm apenas dez dias para encontrar e devolver o símbolo do poder de Zeus e restabelecer a paz no Olimpo. Para o conseguir terá de fazer bem mais do que descobrir o ladrão: terá de encarar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora e poderosa do que os próprios deuses.»
15 Jan 2010: Extenso e informativo artigo de Lucio Manfredi sobre space-opera. [partes 1, 2, 3]
13 Jan 2010: Fanzine electrónico de terror brasileiro TerrorZine já tem o número 17 disponível para leitura. [link]
13 Jan 2010: Artigo extenso de Pedro Vieira de Moura sobre a obra de David Soares. [link]
11 Jan 2010: Entrevista do autor brasileiro Gerson Lodi-Ribeiro ao blogue Overmundo. [link]
[MAIS]
Destaque
Por Universos Nunca Dantes Navegados - Antologia da Nova Literatura Fantástica em Língua Portuguesa. 14 histórias da pena de autores portugueses e brasileiros, numa antologia inédita, que exploram os universos da ficção científica e da fantasia. Venha conhecer a obra de Telmo Marçal, João Ventura, Octávio Aragão, Yves Robert, Maria Helena Bandeira, Gabriel Boz, entre outros. [MAIS DETALHE]
Recentes
O Futuro à Janela em E-book - Em 1991, a Editorial Caminho atribuia o prémio bienal de originais de Ficção Científica em língua portuguesa a uma colectânea de 11 contos e um poema, intitulada O Futuro à Janela. Em 1998, esse mesmo livro era re-editado numa colecção de jovens autores portugueses do Círculo de Leitores. Hoje, o livro continua a desbravar territórios numa versão gratuita em e-book, para leitura e divulgação. Era a obra de estreia de Luís Filipe Silva, que agora vai mantendo o site que se encontram a ler e escrevendo outras coisas. Versão em ficheiro PDF, 400kb. [link]
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